maio 31, 2008

Vemos com os olhos de fora, aquilo que a alma observou dentro...

“SOMOS ESPELHOS DE NOSSO MUNDO,E O REFLETIMOS TAL QUAL O VEMOS...”

Esta frase se parece uma cópia.
Um rabisco de sábias palavras que talvez algum grande avatar tenha dito...
É interessante como somos capazes de repetir tantas frases de efeito sem contudo senti-las ao fundo, sem de fato saber a profundidade do que se disse, apenas citamos coisas como palavras soltas, rabiscos do pensamento alheio.
Há pouco tempo, finalmente entendi como se lêem propriamente os reais sentidos das palavras: Precisa-se ler as entrelinhas.
Foi necessário parar, sentir o vento...Entendi que as palavras só fazem sentido se dentro delas permitimo-nos viajar, quando realmente somos capazes de senti-las e estas podem ser ouvidas de dentro pra fora.
Estes são ensinamentos de outro tempo,que me foram passados ao pé do ouvido, e que agora pareciam gritar de dentro de mim, como se quisessem ser libertos.
Somos o reflexo de como vemos nosso mundo.
Nossas palavras, nossas atitudes e pensamentos são diretamente ligadas á concepção de realidade que aprendemos a ter em algum momento, desta vida ou de outras.
Mas o fato é que, uma vez que sentimos esses mistérios dentro de nós, começamos a entender os afamados detalhes os quais estamos sempre buscando( e dos quais estou constantemente falando!)... começamos a ler as entrelinhas que a muito tempo nos fizeram procurar com todas as forças caminhos diferentes do que nossos pais, família, e amigos escolheram.
De repente algumas verdades da vida e da magia apareceram como que por encanto.
Primeira lição:” A intolerância é a raiz de todos os desentendimentos”.
Compreender isso é dar uma passo firme rumo á civilidade, rumo á esperança.
Mas, como ensina a grande Mãe toda a verdade tem uma face brilhante e uma face negra:
Viver isso é também aceitar que as pessoas que amamos possam ter diferentes concepções e valores em relação aos nossos.
O que na teoria é muito bonito, mas na realidade é igualmente difícil, assim como é para uma mãe heterossexual aceitar que sua “cria” tenha opção sexual diferente da dela,ou como por exemplo pais que ainda estão sob o jugo do passado e entramelados de preconceitos e falsos valores têm a sincera dificuldade de aceitar que sua filha tenha uma sexualidade livre, ou um termo religioso diferente.
E mais do que isso é aceitar que, mesmo que nossos pais, amigos, namorados, homens, não queiram acreditar em nossas verdades, têm o direito de faze-lo e nossa postura em relação á isso deve ser á de aceitar as suas realidades.
Pode parecer hipocrisia, ou qualquer coisa do gênero mas não temos direito de “batermos” nas pessoas com nossas verdades pessoais.
Cada um acredita naquilo que deseja.e respeitar isso é também obedecer á esta grande verdade.
Os conflitos só cessam quando aprendemos a conviver com a verdade do outro, mesmo que esta restrinja a nossa em algum ponto.
O fato é que todos, sem distinção herdamos as chagas de um passado sombrio, que trazem fragmentos da inquisição e suas lamúrias.
A ambição desenfreada de muitos deixou-nos marcas profundas difíceis de apagar, e que nos corroem dia a dia.
- Mas, o que isto teria haver com magia? - Talvez você esteja se questionando sobre isso, neste momento,mas ao que parece, ao desvendarmos o que parece simples, finalmente podemos entender o que é magia..o que significa essa palavra que por séculos fascinou a muitos.
Cheguei a um ponto onde as palavras não mais a podiam definir.
Entendi que relembrar é preciso.
Faz-se necessário reviver aquilo que carregamos em nossas células gravados em nossos corpos, e alma.
Algo que o tempo não pôde apagar.
Algo que carregaremos pela eternidade inteira.
Nossa verdade tem que ser vivida pra nós mesmos, dia a dia.
A magia está no viver, e na intensidade de como se vive, na forma que temos de mudar nossas realidades de hoje e de sempre.
No estar entre o visível e o invisível, na leitura do que aos outros é invisível....
SOMOS PARTE DO UNIVERSO E SER BRUXO E ENTENDER-SE PARTE DELE.
ASSIM COMO TODOS VIEMOS DA DEUSA E Á ELA RETORNAREMOS!!!
(Autor desconhecido)

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